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quinta-feira, fevereiro 17, 2011

Um desabafo

Quatro acontecimentos recentes ligados ao futebol profissional em Portugal fizeram transbordar o copo e apelaram à minha indignação.
Nada melhor, então, que materializar esse estado de espírito através deste escrito.
Vamos então aos quatro acontecimentos:

() – Arbitragem tendenciosa de Olegário Benquerença, no recente Olhanense – Sporting, a qual teve como objectivo imediato prejudicar desportivamente e disciplinarmente a equipa leonina.
A crónica do jornal “A Bola” do dia seguinte, sobre isso é elucidativa e passo a citar … Olegário Benquerença prejudicou o Sporting. Dois foras-de jogo mal assinalados a Postiga (62 e 73), uma agressão de Carlos Fernandes a Postiga que não foi punida (49), um penalty de Fernando Alexandre aos 57 (mão num remate de Maniche) que ninguém viu. Sporting com razões de queixa …;

() – A entrevista do presidente do Marítimo ao jornal “A Bola” (12/02/2011), em que este desafia o FC Porto e defende que o Ministério Público deve investigar eventuais irregularidades com transferências de jogadores;

() - O impasse criado na Federação Portuguesa de Futebol com a não aprovação das alterações aos estatutos por força da aplicação da nova lei reguladora das Federações Desportivas.
O não acatamento da lei pode levar, a curto prazo, a que FPF perca o estatuto de utilidade pública e a ser considerada entidade não cumpridora da lei;

() – A vida difícil do SCP, materializada em problemas graves de sustentabilidade económica e financeira, em défice permanente de governabilidade, que levou os órgãos sociais à demissão e que colocou o clube na rota de novas eleições.

Assim e na perspectiva de combater a crise que assolou a instituição SCP, cumpre encontrar as causas e se possível pensar nalgumas soluções exequíveis:

1. Causas da Crise do Sporting
1.1 – O Projecto Roquette – um modelo de gestão empresarial, inicialmente pensado e desenhado à medida por José Roquette para o Sporting veio, “à posteriori”, a revelar-se insuficiente e portador de enormes vicissitudes.
Convém ter também presente que hoje em dia os grandes clubes de futebol, sobretudo os europeus, são geridos de forma empresarial, estando os mesmos integrados numa indústria autónoma que se imaginou e se pretendeu rentável.
O “Core Business” é o futebol espectáculo, apenas este e tudo o que lhe diz respeito. A fabricação dos artistas (formação), o tratamento da sua imagem (marketing).
Tudo, no entanto, depende do resultado final e este para ser rentável tem que ser forçosamente positivo. Continua, portanto, a existir uma forte componente aleatória e concomitantemente de risco.
O tempo veio a revelar que os projectos com sucesso foram escassos.
Tem-se verificado também uma tendência para o abandono do ecletismos na sua vertente desportiva;

1.2 – As Minorias de Bloqueio – numa já célebre Assembleia-geral do Sporting convocada, especificamente em 2006, para o Pavilhão Atlântico em Lisboa, evento que teve como objectivo prioritário discutir e aprovar a proposta da direcção do clube referente à alienação de património não desportivo, teve como resultado o chumbo final da mesma e a demissão dos Órgãos Sociais do Clube. Embora a votação tenha sido maioritariamente favorável à proposta apresentada (64,54%), não foi suficiente para serem alcançados os 2/3 estatutariamente necessários – faltaram cerca de 2% dos votos.
Este chumbo foi fulminante para a tão desejada e necessária reestruturação financeira do Clube.
Aliás este chumbo revelou também a existência de uma Minoria de Bloqueio estatutariamente protegida mas, manifestamente, prejudicial aos interesses de uma instituição moderna;

1.3 – Outras causas – (a) a existência de uma enorme pressão externa sobre o clube, pressão essa, muitas vezes feita por pessoas com responsabilidades e experiência desportiva; (b) a existência de sportinguistas que aproveitam sempre os momentos maus do clube para deitarem achas para a fogueira; (c) a existência dos chamados “papagaios” que normalmente actuam de forma menos clara e sempre de dentro para fora; (d) um agravamento brutal das taxas de juro inerentes aos empréstimos contraídos junto da banca. Esta situação é relevante atendendo ao facto de o chamado “projecto Roquette” ter sido praticamente financiado por capitais alheios. O dinheiro que o clube tem gerado tem sido destinado, praticamente, para pagar juros e dívidas; (e) a existência de orçamentos para o futebol muito abaixo dos seus principais concorrentes; (f) a contratação de atletas que vieram a revelar-se, em percentagem significativa, pouco felizes.

2. Alternativas
2.1 – Eleger o ecletismo desportivo como a principal bandeira do Sporting, estando o mesmo assente nos associados e adeptos do SCP;
2.2 – Criar as condições necessárias para promover a afirmação dos atletas formados no Clube;
2.3 - Proceder-se às reformas profundas e não apenas ao saneamento financeiro da instituição, tornando o clube mais moderno e operacional – seguindo as linhas orientadoras definidas no Congresso de Santarém;
2.4 - Os associados e adeptos serão o principal património do clube, sendo em torno deles que os projectos desportivos se desenvolverão, respeitando o princípio de que estádios e pavilhões cheios serão a grande fonte de financiamento para a sustentabilidade das diversas modalidades;
2.5 – Promover e reforçar a participação do SCP nas instituições que gerem o desporto em Portugal;
2.6 - Promover e afirmar o Clube junto da Comunicação Social, criando redes de informação sustentadas nas tecnologias adequadas.


3. Um apelo sensato,
Dias Ferreira candidato oficial às próximas eleições publicou a seu tempo no jornal RECORD um excelente texto do qual me permiti extrair um excerto que deixo aqui para reflexão:

… A paixão, por vezes quase irracional, como tem vivido os nossos clubes até aos dias de hoje, está quase esgotado, por não se ter temperado em tempo oportuno com alguma razão. E enquanto ele se não esgota definitiva e irreversivelmente, há que ter a coragem de entre todos e cada um na sua casa, discutir qual o modelo de clube que quer e pode ter, sem tibiezas nem complexos, e tendo os olhos postos em exemplos onde o capital externo não matou a paixão interior….

Este pequeno excerto ilustra de forma concisa e clara as preocupações sentidas por um número crescente de adeptos de futebol e em particular daqueles que sentem os seus clubes do coração em dificuldades acrescidas. Em abono da verdade deveremos também dizer que o “mal” afecta a maioria dos clubes portugueses. É um “mal” que corrói lentamente e que anualmente produz as crises cíclicas, das quais destaco os ordenados em atraso dos protagonistas e o, sempre, crescente endividamento bancário.

terça-feira, setembro 01, 2009

Crise no SCP ou antes crise no futebol em geral (II)

Parte 2
(continuação)

3. Época 2009/2010

Para esta época os clubes europeus gastaram em aquisições de jogadores 1.500 milhões de euros. Estas aquisições foram feitas, maioritariamente, por um grupo restrito de clubes de que se destacam: R. Madrid; Manchester City; Inter de Milão.

Em termos de receitas – clubes e ligas europeias - reportamo-nos a 2007/ 2008, a situação é a seguinte:

- Os 10 principais clubes – R. Madrid, Manchester U., Barcelona, Bayer M., Chelsea, Arsenal, Liverpol, AC. Milan, AS Roma, Inter Milão – obtiveram receitas no valor de 3.043,8 M.€, as quais corresponderam a 39% da totalidade das receitas (7. 727,0 M.€) das Ligas a que pertencem;

- As receitas (7. 727,0 M.€) obtidas pelas principais ligas europeias correspondem a 53% da totalidade das conseguidas na Europa dos Clubes (14.600,0 M.€).

Em Portugal o investimento em compras – época 2009/2010 – foi de 50 milhões de euros, assim distribuídos: FCP 21,1; SLB 24,1; SCP 3,6.
Em termos de receitas os encaixes foram os seguintes: FCP 66,6 M€; SLB 3,5 M€ e SCP 2 M€.

Em resumo: e no que diz respeito ao futebol profissional português, conclui-se:

Estar-se numa situação económica e financeira á beira da falência, profundamente em crise;
Causas – despesas exageradas, muito acima das capacidades, em média os clubes apenas conseguem cobrir, por época, cerca de 70% dos custos realizados / esgotamento do modelo empresarial assente nas SAD’s esgotamento do modelo competitivo / défices profundos no modelo identitário dos balneários / fortes índices de corrupção associados.

4. Cultura de irresponsabilidade

Os acontecimentos que ocorreram ultimamente num Hospital conceituado de Lisboa, em que seis doentes saíram cegos do bloco operatório, vieram revelar alguns comportamentos que reportamos de preocupantes. Com efeito, quer os profissionais envolvidos quer a direcção clínica, de imediato, vieram a público enjeitar responsabilidades.

Estas reacções evidenciam uma cultura de irresponsabilidade.

Infelizmente este não é um caso isolado na sociedade portuguesa, outros há de igual importância. O despesismo excessivo existente no futebol português é também fruto da cultura de irresponsabilidade existente nos principais clubes.

segunda-feira, agosto 31, 2009

Crise no SCP ou antes crise no futebol em geral (I)

A situação actual do futebol profissional em Portugal permite-nos fazer a seguinte reflexão:

Parte 1,

1 - Situação particular do Sporting

Na década de 90 o SCP estava praticamente falido.
Foi um grupo restrito de sócios do clube, liderados por Roquete que iniciaram a recuperação do clube. Criaram um modelo empresarial e um modelo competitivo assente no futebol de formação.
O projecto veio a dar os seus frutos económicos e desportivos – um novo estádio, um excelente Centro de Formação (Academia de Alcochete) alguns títulos ganhos nas diferentes categorias do futebol;
Não teve êxito, bem pelo contrário, noutros domínios importantes para o clube – sócios e modalidades desportivas.
Nos últimos dois anos a situação financeira do clube tem vindo a agravar-se (divida acumulado 240 M.€) um valor tolerável, dum ponto de vista de gestão, andará por volta dos 150 M. €.
A Depressão existente no plantel foi a principal responsável pelos maus resultados alcançados no início desta época. As principais causas da mesma (depressão) tiveram a ver com (1º) a forma injusta como a equipa perdeu a final da Taça da Liga, (2º) a forma como o treinador da equipa foi tratado disciplinarmente pela FPF e Liga de Clubes, (3º) a maneira conturbada como decorreram as eleições recentes no clube e em que a equipa técnica e jogadores foram, muitas vezes, postos em causa por alguns (poucos) adeptos veio a agravar-se com estes.

O SCP é hoje um grupo complexo onde o futebol aparece como a sua principal área de negócio. A SAD, neste modelo empresarial, é um instrumento da sua gestão;

2. As SAD’s
O futebol na perspectiva das SAD’s é um negócio empresarial, como qualquer outro negócio é medido pelos resultados financeiros alcançados.
Este modelo que tem sido seguido pelas principais Ligas de Futebol encontra-se à beira da falência.

Na maioria das indústrias, um mau negócio vai à falência. No futebol, isso raramente acontece. Os clubes, ao contrário da maioria dos negócios, sobrevivem às crises porque os apoiantes continuam com eles independentemente da qualidade do produto.

Nota: Em 1923 a Liga Inglesa de Futebol era formada por 88 clubes. Passados 86 anos continuam a existir esses clubes. No mesmo período metade das 100 maiores empresas do mundo deixaram de existir, enquanto as outras mudaram de sector ou de localização.

(continua)

segunda-feira, abril 13, 2009

Balneário



Escolhi esta imagem porque ela, de alguma forma, revela um balneário unido e alguém que procura essa mesma união.

Como dizem os entendidos, e Paulo Bento muitas vezes e bem lembra isso, o resultado do colectivo tem que ser sempre superior á soma das suas partes.



Pedro Vieira (pedro.vieira55@gmail.com)

Um contributo de um sportinguista

Na véspera de uma Assembleia Geral (Histórica) do SCP que se irá realizar no próximo dia 17 de Abril permito-me elencar duas notas, as quais passo a descrever.

(primeira nota)

O futebol português à semelhança de outros futebóis europeus encontra-se á beira da falência. É assim também em Espanha, Inglaterra e Itália.

Causas principais:

 Custos exagerados no futebol, regra geral muita acima da capacidade financeira dos respectivos clubes;

 Esgotamento do modelo empresarial assente nas SADs;

 Esgotamento do modelo competitivo;

 Níveis baixos de transparência equidade na redistribuição dos rendimentos provenientes das competições;

 Indícios de fortes meios de corrupção associada;

 Desequilíbrios significativos na constituição dos planteis. Muitos dos planteis não tem identidade;

 Ausência de politicas uniformizadas quanto à transferência de atletas, valores dos passes, politicas fiscais aplicáveis.

O SCP insere-se, enquanto Clube e SADE, nesta problemática.

(segunda nota)

Situação particular do Sporting

(a) Breve resenha histórica recente.

(a.1) No início da década dos anos 90 o SCP era, por muitos considerado, um clube falido. Como dizia, na altura, o seu presidente (Sousa Cintra) não havia uma instituição financeira que emprestasse ao clube um tostão (cêntimo).

(a.2) Com o presidente José Roquete inicia-se em 1996 um processo de recuperação / reestruturação (projecto Roquete) que culmina na estruturação do grupo SCP que basicamente se constitui da seguinte forma:


SPORTING (Clube)
Núcleos (246)

Sporting SAD
Sporting SGPS
Sporting Património e Marketing
Sporting Gestão
Sporting Multimédia,SA

Estádio José Alvalade
Academia / Alcochete

De uma situação de quase falência passa para uma situação com boas perspectivas de evolução e progressão em que os seus principais credores (bancos) apostaram na sua continuidade.

Esta nova realidade deveu-se, fundamentalmente, a um grupo de homens dos quais destacamos: José Roquete (cérebro); Miguel Galvão Teles; Ernesto Ferreira da Silva.

Em consequência os resultados desportivos não se fizeram esperar e o clube começou, praticamente, a ganhar em todas as modalidades, incluindo no futebol.

Futebol onde ganha dois campeonatos nacionais, várias taças de Portugal e super-taças e é finalista vencido da taça UEFA. Começa também a garantir a presença regular na Liga dos Campeões.

Mas é no futebol formação onde o Sporting ganha em todas as frentes. É aqui que o clube se torna numa referência nacional e internacional.

Das escolas formativas do clube saem grandes talentos do futebol, como são os casos de Figo, Simão Sabrosa, Quaresma, Cristiano Ronaldo, Nani, Moutinho e Veloso. Na forja estão ainda Yanick Djalo, Pereirinha, Rui Patrício, Daniel Carriço e Adrien Silva.

a.3) Mas a vida evolui e se este raciocínio é valido para as pessoas também o é para as sociedades. Com o tempo começaram a surgir novos problemas que obrigaram o grupo a equacionar novas soluções para enfrentar novos problemas.

Para Roquete o SCP só seria viável se fizesse parte integrante de um projecto empresarial em que a formação seria o seu produto principal, associado a outras actividades empresariais – saúde, lazer, marketing e multimédia.

Com o tempo o projecto veio a revelar-se “curto” para responder às necessidades de financiamento do grupo.

Efectivamente o panorama não é famoso (dados referentes ao primeiro semestre da época 2008/2009) mostram que a SAD tem uma dívidad acumulada de 141,9 milhões de euros

Se a estes valores, preocupantes, da SAD juntarmos os referentes às restantes empresas do Grupo Sporting a divida acumulada ascende a 240 milhões de euros. Situação insustentável, sobretudo, pelo serviço da dívida inerente.

(b) Alternativas

Os diagnósticos estão feitos e os sportinguistas, a sua maioria, sabem que o clube só será governável quando o valor da dívida acumulada atingir o montante máximo de 150 milhões de euros.

Para isso é importante efectuar uma nova reestruturação que passa por criar uma situação de estabilidade para a vida económica e financeira do clube. Para o efeito a proposta do actual presidente e direcção do clube é a seguinte:

(b.1) Reduzir o endividamento drasticamente através da emissão de Valores Imobiliários Obrigatoriamente Convertíveis (VMOC). A banca, numa primeira fase, assumirá a aquisição desses títulos e posteriormente tratará de os negociar. Para financiar esta operação a banca exige que a SAD fique com a propriedade de um conjunto de activos actualmente na posse de outras sociedades do grupo. Estão nesta situação o Estádio e a Academia de Alcochete.

(b.2) Modernizar o Conselho Leonino para que seja mais eficiente nas operações essenciais à vida do clube;

(b.3) Reduzir e remunerar os dirigentes do Conselho Directivo de maneira a tornar as suas funções mais eficientes e rentáveis.

(c) Outras alternativas

Sinceramente, julgo, que na situação actual, será muito difícil encontrar outra (s) solução viável para o clube. Se a (s) houvesse, não tenhamos dúvidas, que já teria aparecido.
Por isso é importante que no próximo dia 17 de Abril os SPORTINGUISRAS votem favoravelmente e massivamente nas propostas de Soares Franco.



Carcavelos,12 de Abril de 2009

Pedro Vieira (pedro.vieira55@gmail.com)

sexta-feira, dezembro 19, 2008

O Sporting continua a resistir (Denuncia n.º2)

No seguimento daquilo que disse anteriormente e basicamente disse entre outras coisas:

(a) “que o SCP era dos três grandes o que tinha menos investido, em termos de aquisições, e o que tinha mais apostado na manutenção de um plantel formado em grande parte por atletas portugueses, alguns deles, provenientes da sua escola de formação”;
(b) “a época 2008/2009 se tinha iniciado sabendo-se que no final apenas entrará directamente na Liga Milionária o 1º classificado e que o 2º terá que disputar a última eliminatória de acesso”;
(c) “iniciou-se também com o desenvolvimento de operações de desgaste da imagem do clube (Sporting), desenvolvidas pela imprensa do SISTEMA”;
(d) “no final da época estão previstas eleições para os órgãos directivos do SCP”.

Os ataques foram-se intensificando e sub-repticiamente – por alguma imprensa tóxica - foi-se criando a ideia de que o FC Porto se encontrava debilitado e em fase de declínio e que o Sporting estava a ser mal dirigido e que o treinador do clube não dispunha das condições de balneário aceitáveis (balneário desunido e descontente). Ao invés o Benfica dispunha do melhor plantel, dispunha dos melhores dirigentes, melhor treinador e para cúmulo tinha o melhor director desportivo, de todos os tempos, do futebol português, estou a referir-me a Rui Costa.

Rui Costa diz Adeus

E por aí fora, virtualmente, os dias iam passando, o cavalgar da onda ia-se fazendo, o FC Porto afundava-se e o Sporting naufragava. No meio e da espuma envolvente emergia um SLB vitorioso, confiante e empolgante desportivamente e economicamente.

Pois bem chegámos ao natal e o FCP e o SCP passaram aos oitavos de final da Liga de Campeões, estão a dois e três pontos do primeiro classificado (SLB) da liga caseira. Na Taça de Portugal apenas resta o FC Porto – SCP e SLB foram eliminados, e na UEFA, nem oito nem oitenta, apenas ficou o SC Braga –o Benfica acabou por ficar em último lugar no grupo.

Afinal tudo ao contrário e a verdade é que ao SLB apenas lhe restam duas competições em quatro possíveis.


Pedro Vieira (pedro.vieira55@gmail.com)

sexta-feira, novembro 21, 2008

Ataques loucos ao SCP (Denúncia) I

1. No início da época realizei um breve estudo em que demonstrei que o SCP era dos três grandes o que tinha menos investido, em termos de aquisições, e o que tinha mais apostado na manutenção de um plantel formado em grande parte por atletas portugueses, alguns deles, provenientes da sua escola de formação.

2. O SCP começou a época com a conquista de um titulo – Supertaça.

3. A época 2008/2009 iniciou-se sabendo-se que no final apenas entraria directamente na Liga Milionária o 1º classificado e que o 2º terá que disputar a última eliminatória de acesso.

4. No final da época estão previstas eleições para os órgãos directivos do SCP.

Pelas razões apontadas em 3 e 4, a época iniciou-se com o desenvolvimento de operações de desgaste da imagem do clube (Sporting), desenvolvidas pela imprensa do SISTEMA:

 1º ataques de destabilização a atletas fundamentais;
 2º ataques, sistemáticos, ao treinador Paulo Bento;
 3º ataques ao presidente Soares Franco.

Os ataques tem-se vindo a intensificar, é claro, ao mesmo tempo que a época vai avançando. Os sportinguistas tem que estar atentos e não confundirem realidades. Atenção que alguns desses ataques vem do interior do próprio clube. (Se calhar Alcochete está a confundir o coração de alguns sportinguistas putativos candidatos a órgãos sociais do clube).


Pedro Vieira (pedro.vieira55@gmail.com)

segunda-feira, outubro 27, 2008

De vento em popa...(1)

Braga marcou este fim-de-semana dois golos ao FC Porto e tornou-se, assim, o herói da jornada. Herói porque a sua contribuição para a vitória do Leixões no Dragão foi fundamental.

No seguimento de uma vitória merecida, atendendo ao tipo de arbitragem efectuada, o SLB (2 a 1, à Naval), ascendeu ao terceiro lugar somando mais um ponto do que o FC Porto e dois que o SCP que empatou na Mata Real com o P. Ferreira.

O ressuscitado e inevitável Nuno Gomes, capitão dos encarnados, não perdeu a oportunidade e já veio a público regozijar-se com o facto de estar, não em terceiro lugar, mas sim - nesta altura - à frente do FCP. Sinceramente, fico espantado com certos benfiquistas que ainda não compreenderam a razão pela qual o Nuno Gomes chega, quase sempre, atrasado à bola na hora de a meter na baliza. E não é assim tão difícil de compreender, em minha opinião, normalmente o jogador chega atrasado em virtude de o esférico ser mais rápida do que o seu raciocínio. Tão simples como isso

Como simples, embora infelizmente, é compreender que uma parte importante da imprensa desportiva (A Bola e Record, RTP e SIC) anda mais uma vez com o SLB ás costas.

O descaramento é tal que apetece dizer bem alto: Por favor, deixem o Mantorras jogar.



Pedro Vieira (pedro.vieira55@gmail.com)

segunda-feira, outubro 13, 2008

Atenção aos tempos que se avizinham

Recentemente o Jornal desportivo RECORD, nos dias 10 e 11 de Outubro de 2008, publicou uma extensa entrevista feita ao presidente do SCP.
O título, desde logo para os sportinguistas, não poderia ter sido mais sugestivo – As ideias para um novo SPORTING.
Sintetizamos as principais mensagens, passamos a citar:

(a) Existe uma crise de militância no Sporting;
(b) Equipa precisa de um estádio cheio:
(c) Realizámos o projecto, mas não conseguimos passar a mensagem de que queremos crescer;
(d) Tem falhado a ligação emocional da família leonina:
(e) A família leonina não cresceu;
(f) A “Olivedesportos” esteve desde o primeiro momento a apoiar os clubes. Há que reconhecê-lo;
(g) Paulo Bento é excepcional a gerir recursos humanos;
(h) È importante criar um novo conceito de clube que se adapte aos tempos modernos e onde as pessoas participem mais;
(i) O Sporting tem de dever menos para investir mais no futebol. Dentro de cinco anos estaremos a dever cerca de 140/150 milhões de euros, valores estes compatíveis com uma gestão mais saudável;
(j) Mais participação e militância dos sócios, alargamento do Conselho Leonino, acabar com as modalidades deficitárias e criar secção dos desportos radicais, equacionar construção do pavilhão;
(k) Novo modelo para o CD e SAD;
(l) Passar estádio e Comércio e Serviços para a SAD;
(m) A Sporting TV não é negócio possível;
(n) Dirigindo-se a alguma oposição diz que de nada vale desenterrar cadáveres.

Paralelamente os rivais (SLB) continuam na sua caminhada gastadora e investiram, mais uma vez, fortemente no seu plantel para 2008/2009. Ao mesmo tempo, criam um novo serviço comercial, neste caso um canal televisivo (Benfica) na rede MEO. Objectivo aproveitar os sócios Benfica (potenciais clientes do negócio) e rentabilizar o canal televisivo, isto independentemente dos compromissos assumidos com a “Olivederportos”.

Chamo a atenção para esta última situação e gostaria ainda de reflectir no seguinte: (1) As médias de assistência nos dois últimos anos na principal Liga de futebol em Portugal andarão nos 10.000 espectadores por jogo, isto num contexto de 16 equipas e 8 jogos semanais realizados durante aproximadamente 9 meses de competição; (2) Mesmo assim, para esta fraca média muito tem contribuído os três grandes e em especial o SLB nos jogos em que participou enquanto visitante. (3) Nesta perspectiva coloca-se uma questão, não diminuirão ainda mais com o novo canal televisivo Benfica as assistências e concomitantemente as respectivas médias. (4) Esta reflexão coloca ainda uma outra questão, para onde caminha competitivamente o futebol português (?), ou melhor existe, verdadeiramente, competição no futebol português (?). A resposta para mim é clara: enquanto não existir público nos estádios a competição estará fortemente prejudicada. O futebol existe porque o público participa no espectáculo.

Para finalizar gostaria que ficassem evidentes estas duas posturas diferentes: por um lado um clube pragmático, responsável e cauteloso – inovador na medida do possível – mas com um projecto sólido (Sporting); e do outro o (Benfica) à procura de uma dinâmica ganhadora custe o que custar.

Nota: Não menciono neste texto o FCP, porventura dos três grandes o clube mais sólido desportivamente e economicamente, porque considero no contexto desnecessário mencioná-lo.

Pedro Vieira (pedro.vieira55@gmail.com)

segunda-feira, setembro 29, 2008

Um derby dois jogos e uma dura realidade...

1. Dois jogos distintos num único derby, houve claramente dois jogos e tempos distintos.

Primeiro jogo e tempo durou até ao minuto 70, domínio do Sporting, principais oportunidades de golo (várias) foram da equipa verde, pelo domínio exercido, por vezes, até parecia que os leões jogavam em casa. O Sporting só tem, neste período, que se queixar de si própria e da displicência como finalizou as oportunidades criadas e finalmente da lentidão que imprimiu ao seu jogo, até parecia que os forasteiros estavam a jogar para o empate e se calhar até é verdade. Do outro lado (Benfica) uma equipa banal que por vezes aos solavancos lá ia fazendo pela vida.

Foi justamente num desses solavancos que a equipa da casa marcou e iniciou o segundo jogo e outro tempo, claramente distinto do primeiro. Durou 20 minutos e estes foram encarnados e justificaram a vitória do SLB.

Para fechar este registo, dizer que o SCP deve rever a excessiva dependência de Rochemback e procurar jogar mais rápido e já agora não se preocupar tanto com aquilo que os jornais desportivos comentam a seu respeito. Desses, há muito que sabemos que preferem o solavanco.

2. E é no solavanco e na sua sustentabilidade que ficamos, para dizer que vamos na 4ª jornada da principal LIGA de futebol portuguesa e que nada mudou relativamente ao passado e que este foi e é cada vez mais preocupante: (a) salários em atraso; (b) sobre endividamento dos Cubes e SADES; (c) planteis preenchidos por estrangeiros de baixa qualidade; (d) fraquíssima afluência de público nos estádios.

Efectivamente, ao mesmo tempo que a crise económica se avoluma e ela própria se globaliza os seus efeitos generalizam-se e o futebol como importante indústria que é ressente-se e agudiza as suas fragilidades. Hoje é possível dizer que na Europa (paradigma do futebol mais rico e competitivo) se instalou a crise a qual tem vindo a acentuar as suas desigualdades competitivas, designadamente no aumento do fosso entre as ligas mais ricas – Inglaterra, Espanha, Itália, França, Alemanha e Rússia – e as mais pobres – Roménia, Grécia, Portugal Holanda, Escócia e Irlanda, entre outras. Fosso competitivo que tem aumentado no interior das próprias ligas. Um exemplo disso é a realidade inglesa em que o M.United, Chelsea, Arsenal e Liverpool tem hoje um potencial competitivo muito superior aos restantes clubes britânicos.

O caso português é ainda mais gritante porquanto o fosso é ainda maior, de um lado o FC Porto, Sporting e Benfica, e depois os outros a uma distância patrimonial e desportiva abismal. O nosso caso tem ainda outra particularidade que é a de que os chamados grandes estão, eles também, a atravessar um período dificílimo.

Nesta conformidade é legítimo dizer que a crise veio destapar o problema e colocar novos desafios competitivos e organizativos. No futuro queremos uma indústria mais equilibrada, homogénea e mais atractiva do ponto de vista do espectáculo.

quarta-feira, setembro 10, 2008

Algumas notas,inicio época - 2008/2009 - Parte II

As notas anteriormente referidas (Parte I) permitem, após alguma reflexão, que se chegue a algumas conclusões, designadamente e de forma sintética:

 Ao nível de clubes algumas regiões do país não se encontram representadas na principal liga de futebol profissional. O Alentejo, Algarve e região autónoma dos Açores não se encontram representadas e assim desvirtuam, de alguma forma, o princípio da representatividade que deve estar, sempre, associado a esta competição;

 Mais de metade dos atletas (207) que participam na Liga Sagres (I Liga), são estrangeiros, facto que contribui fortemente para a descaracterização da competição e qualidade final desta;

 A dinâmica das contratações dos atletas para a I Liga, na sua maioria, pertencentes a outras nacionalidades e a outros futebóis tem afectado negativamente todo o mercado formativo interno. Ao privilegiar-se o mercado exterior de contratações, compromete-se fortemente a dinâmica interna de criação de talentos. Esta situação agrava-se ainda mais pelo facto de os nossos principais talentos jogarem, actualmente, em ligas estrangeiras. A médio prazo esta dinâmica irá pôr em causa a nossa própria forma de jogar.

 Em termos orçamentais, o volume financeiro associado encontra-se fortemente concentrado nos chamados três grandes, que representam, entre si, 79% do valor total;

 Em termos de associados a grande maioria (81%) encontra-se filiada nos três grandes;

 A fraquíssima afluência de público nos estádios. Com excepção dos chamados três grandes, normalmente, a média de público nos estádios da I Liga não chega aos 6 mil espectadores/ por jogo;

 A existência de um fosso enorme ao nível económico/financeiro, desportivo e competitivo, entre a I e a II Liga.

 O agravamento progressivo da saúde económica e financeira da generalidade dos clubes desportivos em Portugal;

As conclusões agora descritas permitem-nos ainda dizer que a realidade do futebol profissional em Portugal é bastante preocupante. Como muito bem disse recentemente Jorge Valdano, o futebol é a metáfora de uma sociedade com grandes desequilíbrios económicos.

Por isso é urgente encontrarem-se soluções organizativas, económicas e financeiras e competitivas que permitam sair desta preocupante situação.

Nesta perspectiva é hoje consensual que as soluções terão que passar, inevitavelmente, por se assumirem atitudes inteligentes, inovadoras e que, no seu conjunto, estas sejam financeiramente e politicamente aceitáveis e sustentáveis.

2. Em conformidade e no sentido da sua efectiva resolução constata-se que algumas das questões aqui colocadas poderão ser abordadas, estudadas e resolvidas no âmbito da nossa selecção, ou melhor ao nível das diversas selecções de futebol – escalões jovens e seniores.

A selecção pode e deve ser: (a) o nosso principal centro de formação
(atletas, técnicos e dirigentes); (b) o nosso principal centro de prospecção e desenvolvimento da modalidade junto dos clubes; (c) o principal centro aglutinador e dinamizador das dinâmicas desportivas e competitivas.

Pelo seu passado, competência e experiência e fundamentalmente pelo seu presente - muito mais amadurecido - o professor Carlos Queirós é a pessoa que reúne as melhores condições para iniciar todo este trabalho árduo e gigantesco. Precisa de tempo, fundamentalmente TEMPO E MODO, os resultados virão depois como, de resto, já anteriormente vieram.

Portugal necessita, a todos os níveis, de bons gestores e Carlos Queirós tem competência e é um bom professor – que o diga Ferguson.



Pedro Vieira (pedro.vieira55@gmail.com)

segunda-feira, setembro 08, 2008

Notas, inicio de época - 2008/2009 (Parte I)

No chamado defeso, normalmente, alguma imprensa desportiva especializada pública, com algum detalhe, informações sobre os novos planteis e respectivas equipas técnicas (entradas e saídas), valores gastos com aquisições e vendas dos passes dos atletas, os orçamentos disponíveis para a nova época, etc. Foi, precisamente, o que aconteceu para a nova época – recentemente iniciada – 2008/2009 e mais propriamente para as duas principais ligas do nosso futebol profissional.
Justamente, a Liga Sagres (I) e a Liga Vitalis (II).

Sobre os dados recolhidos e após algum tratamento adequado dos mesmos, passo a descrever algumas notas:

Liga Sagres (I)

(a) A principal liga é composta por 16 clubes, com uma distribuição geográfica concentrada no Norte (9), Centro (5), incluindo Lisboa e Setúbal. A região autónoma da Madeira está representada por 2 equipas. O sul do país e a região autónoma dos Açores, mais uma vez, não se encontram representadas na principal liga de futebol;

(b) Fazem parte dos 16 clubes 403 atletas. Os planteis encontram-se constituídos por 23 atletas (5 equipas), 24 (1 equipa), 25 (2 equipas), 26 (4 equipas), 27 (2 equipas), 28 (2 equipas);

(c) Dos 403 atletas, 196 são portugueses (49%), 207 são estrangeiros (51%);

(d) Dos atletas portugueses presentes (196), 64 são provenientes do futebol formação. Os clubes que mais participam com atletas da formação foram o SCP com 9, FCP com 7 e E/Amadora e Rio Ave, ambos com 8;

(e) Dos atletas estrangeiros – a maioria – destacam-se os brasileiros com 130 e restantes nacionalidades 77;

(f) Dos 16 treinadores presentes, 12 são portugueses e 4 são estrangeiros (3 brasileiros e 1 espanhol);

(g) Para esta época entraram para os clubes da I Liga 171 novos atletas - 42% do total, portugueses foram 70, de outras nacionalidades 101. Os clubes que mais se destacaram foram o Nacional, E/Amadora, Belenenses (cada com 16 novos atletas), o Marítimo (15), o SLB (14) e finalmente o FCP (11). Ao invés o Sporting destacou-se como o clube que menos adquiriu (5);

(h) O SLB destaca-se, no valor despendido nas aquisições, com cerca de 23 M.€, o FCP com 20 M.€ e o SCP com 9 M.€. Em termos de vendas destaca-se apenas o FCP com cerca de 40 M.€;

(i) As 16 equipas, em termos orçamentais, prevêem gastarem para a época 2008/2009, cerca de 152,5 M.€. Os três grandes concorrem para este valor com 79% - designadamente, o SLB e o FCP com 40 M.€ cada um, e o SCP com 25 M.€;

(j) O número de adeptos filiados nos clubes atinge os 508.187, estando 81% destes concentrados em quatro clubes - designadamente, SLB (173.858) FCP (109.000), SCP (95.000) e finalmente o V.Guimarães com 30.000.

(k) A fraca afluência de publico nos estádios, normalmente a média, por jornada, não ultrapassa as 10.000 pessoas.

Liga Vitalis (II)
(1) A liga secundária é também composta por 16 clubes, com uma distribuição geográfica concentrada no Norte (10), Centro (3), Sul (2), a região autónoma dos Açores (1);

(2) Fazem parte dos 16 clubes 375 atletas. Os planteis encontram-se constituídos por, 18 atletas (1 equipa), 20 atletas (1 equipa), 21 atletas (1 equipa), 22 atletas (2 equipas), 23 atletas (3 equipas), 24 (2 equipas), 25 (3 equipas), 26 (2 equipas) e 28 atletas (1 equipa);

(3) Dos 375 atletas, 270 são portugueses (72%), 105 são estrangeiros (28%);

(4) Dos atletas portugueses presentes (270), 34 são provenientes do futebol formação;

(5) Dos 16 treinadores presentes, todos são portugueses;



(Continua)

Pedro Vieira (pedro.vieira55@gmail.com)

terça-feira, julho 01, 2008

De Espanha bons ventos

Espanha ganhou, no passado domingo, a final à Alemanha por 1 – 0 e tornou-se assim vencedora do EURO 2008.

Uma equipa jovem, não obstante, com muita experiência competitiva. Excelentemente orientada por uma velha raposa do futebol – Luís Aragonés.

Com toda a certeza a mais espectacular de todas as selecções presentes. Sem dúvida a melhor – a que mais golos marcou, a que menos sofreu, a que mais vitórias obteve. Presença só com vitórias, empates e derrotas nem uma.

Um campeonato da Europa para gente humilde e trabalhadora, em que as vedetas ficaram na origem, algumas, refugiadas no mediatismo saloio dos seus defesos. Um campeonato suficientemente competitivo e que se saldou com grandes espectáculos desportivos, a fazer lembrar, aos eternos pessimistas e conformistas, que o futebol quando levado a sério, normalmente, enche os estádios. Foi o que aconteceu na Suíça e Áustria.

Fez-se, portanto, justiça a uma selecção ganhadora em que os seus principais intérpretes jogam, normalmente, nas competições do país que representam.

Um país que entrou na UE (então CEE) ao mesmo tempo que nós, com índices económicos semelhantes aos nossos, e que hoje, passadas duas décadas, se orgulha de estar à frente do pelotão.

É caso para escrever que, normalmente, um grande êxito, vem sempre associado a outras coisas, igualmente, importantes e decisivas.

Para concluir ainda e deve registar-se, que de Espanha também vem bons ventos.



P.S. Para desejar aos bloguistas leitores do ALVALAXIA uma boas férias, foi uma época em cheio. Ao longo desta época (2007 – 2008) tive o prazer de aqui participar activamente neste espaço estimulante e sempre activamente verde.
O verde, meus caros, é uma cor com futuro e portanto cada vez mais desejada.
Vou de férias e por isso deixo aqui também os meus votos de umas boas férias ao Greeneart e ao Rui Gouveia
.

sábado, junho 14, 2008

Para reflectir (III) - (Continuação)

O projecto de reestruturação financeira apresentado pelo presidente do SCP aos sócios do SCP é um bom exemplo que, em meu entender, merece ser divulgado como um boa prática, eventualmente, a ser estudada e discutida por todos aqueles que acompanham o fenómeno desportivo e o futebol profissional em particular.

Assim sendo e em esquema passo a apresentar o projecto:

Financas SCP

GLOBALMENTE:
• Pretende-se reduzir o passivo dos actuais 254 M. € para 139 M. € em 2012;

• Pretende-se reduzir significativamente o serviço da dívida, passando a poupança conseguida para a gestão corrente do negócio;

• Pretende-se globalmente manter e valorizar, o mais possível, os activos futebolísticos do clube. Só assim será possível tornar o clube mais competitivo e ganhar mais títulos.

Pedro Vieira (pedro.vieira55@gmail.com)

quinta-feira, junho 12, 2008

Para reflectir (II) – (continuação)

3. E mais contentes ficámos quando ganhámos à República Checa por 3-1 e garantimos, logo ali, praticamente o acesso aos quartos-de-final e o primeiro lugar no grupo. Situação que se veio a confirmar mais tarde com a derrota da Suíça frente à Turquia.

Foi num ambiente, crescente, de euforia que mais tarde fomos surpreendidos com a notícia da contratação de Luiz Felipe Scolari pelo Chelsea. De forma inesperada, mas à boa maneira sensacionalista – muito tablóide – o clube de Londres, ressuscitado pelo multi-milionário russo Roman Abramovich, anunciou a contratação do “mestre” Filipão por dois anos e por qualquer coisa como 9 milhões de euros anuais.

Foi de facto uma surpresa, ninguém estava à espera de tal notícia. No mínimo exigia-se mais respeito pelos portugueses. Esta não era a altura de divulgar a contratação, o bom senso aconselhava esperar por um período mais adequado. No fundo Scolari e Madail e este parece ter acompanhado a situação em pormenor, acabaram, com esta atitude por dar razão a todos aqueles que, a seu tempo, pretenderam tratar a selecção como o seu clube de futebol, o chamado Clube Portugal.
Uma palavra final de desagrado para com Madail o ainda presidente da FPF, cargo que acumula com outro na UEFA, para dizer que esteve, neste processo, muito mal.

4 Consequências desta situação no seio do grupo da selecção não se sabem ainda quais virão a ser. Uma coisa é certa a imagem que estamos a passar para o exterior é péssima.

Como péssima tem sido a imagem que temos vindo a passar com a situação do FC. Porto e a eventualidade de este clube vir, por questões disciplinares, a ser afastado das competições europeias organizadas pela UEFA para a próxima época (2008 – 2009).

5 Os factos descritos anteriormente (parte I e II), são demonstrativos da situação difícil em que mergulhou o futebol português, quer a nível de clubes, quer a nível de selecção, pelo que independentemente dos resultados que esta vier a alcançar neste EURO 2008 – que desejamos que seja a vitória final – se comece a pensar em fazer uma reflexão atenta sobre a situação de crise profunda em que se encontra mergulhado o futebol português. Crise institucional, organizacional, económica e financeira.

(Nota: na parte III deste trabalho apresentamos um trabalho realizado sobre o Projecto de Reestruturação Financeira do SCP)

(Continua)

Pedro Vieira (pedro.vieira55@gmail.com)

terça-feira, junho 10, 2008

Para reflectir (I)

1. Euforia que, inteligentemente, tem vindo (recentemente) desde Viseu a ser criada à volta da principal selecção de futebol. Um clima que está a ser construído por alguma comunicação social portuguesa.

Um estado de ânimo excessivo, porventura, compensador de um certo desânimo transversal que se instalou na sociedade portuguesa.

E o nosso futebol indígena, ao nível de clubes, não tem sido excepção, bem pelo contrário tem sido igualmente desesperante. Se olharmos (últimos anos) para a situação económica e financeira da maioria dos clubes o que vimos é muito mau, quase todos estão falidos. Se olharmos para as assistências da maioria dos jogos (últimos anos) realizados na principal Liga, o que verificamos é que quase não existe público nos estádios. Se analisarmos atentamente os planteis dos clubes da primeira Liga, verificamos que os atletas que os constituem são maioritariamente formados por jogadores estrangeiros provenientes, também em larga medida, da América Latina. Se observarmos os dirigentes desportivos existentes, verificamos, que a sua qualidade técnica é muito baixa. Se por último estivermos atentos ao nosso jornalismo desportivo (escrito e falado), o que constatamos é que o mesmo “vive” da especulação informativa e por vezes, pior ainda, de um certo clubismos exacerbado.

Ao invés, se analisarmos os nossos emigrantes ligados ao mercado futebolísticos, o que constatamos é que os seus níveis competitivo/desportivo e económico são muito elevados, quer sejam jogadores, quer sejam treinadores. Os melhores, nestas duas valências, jogam e treinam em clubes estrangeiros, alguns estão ligados
aos grandes emblemas mundiais.

Por outro dado, se analisarmos com algum pormenor os jogadores e equipa técnica que forma a selecção portuguesa presente no EURO 2008, constatamos, ainda, algumas situações interessantes:

a) Em primeiro lugar, o facto dos 23 jogadores seleccionados, 11 estarem ligados a outras Ligas europeias, prevendo-se, num tempo próximo, que este número passe a ser reforçado com mais três;

b) Em segundo lugar, o facto de a equipa técnica da selecção ser liderada por dois estrangeiros;

c) Em terceiro lugar, o facto de os jogadores saberem que a sua presença na selecção, aos mais diversos níveis competitivos, é essencial para o êxito das suas carreiras;

d) Em quarto lugar, o facto da maioria dos jogadores seleccionáveis serem inacessíveis aos cofres da maior parte dos clubes portugueses. Apenas alguns, poucos, poderão na situação actual, fazer parte dos três principais cubes portugueses.

Se a tudo isto associarmos a situação de crise de resultados porque passa o SLB – clube onde uma certa geração de profissionais da comunicação social escrita e falada continua afectiva e emocionalmente ligada – compreendemos o estado de alma e de ansiedade de algumas gentes. Alguns, e mais uma vez, voltam a falar no Clube Portugal.

2. Todos, sem excepção, estamos contentes, muito contentes, com o inicio - 1º jogo realizado e com uma vitória concludente – e a prestação da equipa portuguesa neste EURO 2008. Até agora, dentro e fora das quatros linhas, foi excelente o trabalho desenvolvido. Mais uma vez os emigrantes portugueses, a nossa diáspora, está a ser determinante no apoio dado à selecção. Uma palavra escrita, de respeito, para eles, e para dizer, também, que mais uma vez estão a ser assediados, objecto de algumas atenções, por parte daqueles que tinham obrigação de os acompanhar e apoiar permanentemente. De quatro em quatro anos parece que são contemplados/premiados.



Pedro Vieira (pedro.vieira55@gmail.com)

quinta-feira, junho 05, 2008

Um dia feio para o futebol português

Ontem a UEFA decidiu que o FC Porto deverá ser penalizado na sequência das sanções proferidas pela LIGA no âmbito do chamado processo Apito Final. A sanção a aplicar aos dragões será a de ficarem impedidos de participarem em qualquer das provas desportivas realizadas pela UEFA na época 2008/2009. Deverá ser (escrevemos) porque o FC Porto terá ainda direito a interpor recurso. Ao que parece desta vez vai exercer o direito.
Consequências imediatas: (a) péssima imagem transmitida para o exterior, com a consequente perde de credibilidade do futebol português; (b) consequências imediatas (negativas) no âmbito do grupo de trabalho da selecção nacional de futebol; perda de imagem e de credibilidade do principal clube de futebol português – justamente aquele que melhores resultados e títulos nacionais e internacionais alcançou - nas duas últimas décadas; (c) descredibilização, a vários níveis, do dirigismos desportivo português, (d) perdas, substanciais financeiras, a título de exemplo o FC Porto na época 2007/2008 e nas competições europeias, facturou aproximadamente 13 milhões de euros.
Leonor Pinhão (LP), benfiquista assanhada, escreve hoje na sua habitual crónica das quintas-feiras no jornal “A BOLA” que A “culpa” de a UEFA ter banido o FC Porto é … do Benfica. É evidente que LP tenta fazer humor com a situação. É evidente que existe bastante exagero na afirmação, agora que o Benfica está bastante envolvido na situação, também me parece evidente. Aliás, basta ter lido os artigos de LP sobre o Apito Dourado e constatar, ali, o ódio visceral existente contra o FC Porto.
Razão teve ontem (quarta-feira) Fernando Correia, quando aos microfones do RCP (Lugar Cativo), afirmou e a propósito da decisão punitiva da UEFA, ser um dia triste para o futebol português.


Pedro Vieira (pedro.vieira55@gmail.com)

sábado, maio 24, 2008

Os Xico-Esperto(s)

Vieira e Pinto da Costa

Existem e pululam por esse país fora, infelizmente em quantidade suficiente para contaminar organizações e instituições em geral e algumas (importantes) em particular. Antigamente palitavam os dentes e cheiravam a suor e engraxavam os sapatos com o jornal enfiado debaixo do sovaco. Actualmente, estão mais “polidos” e “sofisticados” e apresentam, sempre, um ar dinâmico e diligente, por isso andam em permanente comunicação, i/é, agarrados ao telemóvel, já não cheiram mal, mas continuam a fazer muito mal.

Vem isto a propósito de algumas notícias (recentes) relacionadas com alguns comportamentos associados a personagens que estão ligadas de forma directa e indirecta aos chamados Apitos, Final e Dourado.

Com efeito o FC Porto ao não recorrer para o Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) da decisão da Comissão de Disciplina (CD) da LIGA, designadamente da sanção que lhe foi imposta - perda de 6 pontos e multa de 150 mil € - acabou por aceitar implicitamente e objectivamente as sanções do CD e a culpa que lhe foi imputada.

Esta assumpção implícita da culpa por parte dos dirigentes do FC Porto não aconteceu por acaso. Aconteceu e inseriu-se numa estratégia para evitar, caso se optasse por recorrer da decisão do CD, que uma das sanções, nomeadamente a perda dos 6 postos, resvalassem para a época seguinte (2008/2009), podendo assim vir a comprometer a conquista do campeonato.

Acontece que um azar nunca vem só e ao que parece a UEFA decidiu, recentemente, que os clubes que tenham sido acusados e culpados pela Justiça Desportiva dos seus países de origem de situações de viciação de resultados podem ser penalizados, no ano em que ocorreram essas decisões, com o impedimento de participarem nas competições organizadas por esse organismo europeu.

Pelos vistos os autores da “competente estratégia”podem ter sido enganados. É caso para se dizer que o tiro pode ter-lhes saído pela culatra.

Bom, mas não levou muito tempo para que aparecessem Outros Xico-Esperto(s) a reclamarem que eram eles e o seu clube que deveria ocupar a posição deixada em aberto pelo eventual impedimento competitivo do FC Porto. Esquecendo-se, entretanto, de um pequeno pormenor, justamente, o de que pode não ser esse o entendimento e a opção final da UEFA quanto ao clube escolhido para substituir o sancionado.


Pedro Vieira (pedro.vieira55@gmail.com)

quarta-feira, maio 14, 2008

Enfim o apito, apitou...

1. Finalmente o processo “Apito final” chegou, através da Liga Profissional e da sua Comissão de Disciplina (CD), a algumas conclusões e sanções no âmbito da justiça desportiva. Todavia os sancionados poderão ainda recorrer para o Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol, aliás esta vai ser a praxis procedimental da maioria abrangida.

Por dever sistémico passo a transcrever as principais decisões do CD da Liga:

a)O Boavista desce de divisão e é multado em 180 mil €;
b)O FC Porto perde 6 pontos e é multado em 150 mil €;
c)A U. Leiria, perde 3 pontos e é multado em 40 mil €;
d)João Loureiro é suspenso por 4 anos e multado em 25 mil €;
e)Pinto da Costa é suspenso por 2 anos e multado em 10 mil €;
f)João Bartolomeu (presidente da U. Leiria) suspenso por 1 ano e multado em 4 mil €;
g)Augusto Duarte (árbitro) suspenso por 6 anos;
h)Jacinto Paixão (árbitro) suspenso por 4 anos;
i)Martins dos Santos (árbitro) suspenso por 3 anos;
j)José C. e Manuel Quadrado (árbitro) suspenso por 2 anos;
k)Bernardino Silva (árbitro assistente) suspenso por 2,5 anos.

O Conselho de Justiça da Federação de Futebol já fez saber que vai necessitar de tempo e de recato tranquilo. Dito por outras palavras, vamos ter uma época 2008/2009 cheia de casos herdados a aguardar decisão.
Interessante e oportuna a reflexão feita por António Barreto acerca do “Apito Dourado” no jornal “O Público” de 11/05/08, permitam-me então fazer algumas citações:

… deDe qualquer maneira se vier a demonstrar-se que as provas são sólidas e os castigos justos, podemos quase regozijar-nos com este feito histórico. Quase. Na verdade, o caso deixa gosto amargo. …
… Tarde ou cedo, o Porto haveria de pagar. Ainda por cima, o clube de futebol venceu onde a cidade e a região perderam. A seguir ao 25 de Abril, notou-se um acréscimo do poder político e económico do Porto. Dali vinham os empresários, os exportadores que garantiam a sobrevivência do país, os eleitores que permitiam que a democracia vingasse, a Igreja e a sua reserva moral, da tradição, os grandes caciques locais e as novas iniciativas económicas e empresariais. No Porto, nasciam bancos e grupos económicos. No Norte trabalhava-se. No Norte, produzia-se. E no Norte cresceu a ideia de que àquela força era necessário acrescentar poder político, Durante uns anos pareceu que era verdade. Depois, gradualmente, o Norte perdeu. O Porto perdeu. Menos o Futebol Clube do Porto que ganhou. Até que ponto as vitórias do futebol toldaram o espírito dos seus dirigentes, permitindo-lhes acreditar na sua impunidade e na ideia que tudo è permitido quando se ganha?...


2. Eis chegados ao fim da Bwin LIGA – edição 2007/2008 – pelo terceiro ano consecutivo o FC Porto ganhou e o Sporting ficou em 2º lugar. Apenas o Benfica não cumpriu a tradição ao ter ficado em 4º lugar tendo sido ultrapassado pelo histórico V. Guimarães (uma surpresa agradável que na época passada estava na Liga Vitalis).

Curiosamente dos três grandes aquele que mais investiu na contratação de atletas – cerca de 30 milhões de € - foi aquele que piores resultados desportivos alcançou, estou, naturalmente, a referir-me ao SLB.
Inversamente aquele que menos investiu em aquisições, foi aquele que mais apostou na utilização de atletas provenientes do seu centro de formação, estou, também naturalmente, a referir-me ao SCP.
Dos três grandes aquele que manteve mais estabilidade na sua equipa técnica foi o SCP (3 anos), logo de seguida o FC Porto (2 anos). O SLB nos mesmos três anos teve 5 treinadores diferentes.

Equipas sensação o V. Guimarães e o V. Setúbal. Os primeiros alcançaram classificação que lhes permite disputar a pré-eliminatória de acesso à Liga Milionária, os segundos estão na UEFA.

Desilusão (alguma) porque se esperava outros resultados desportivos e competitivos do SC Braga.
Desilusão (muita) e em geral, curiosamente não destaco ninguém pela positiva, da prestação dos árbitros e dos seus dirigentes.

Apreensão para os níveis médios das assistências nos estádios (em média cerca de 9500 espectadores). Os números médios alcançados são preocupantes e ainda o são mais pelo facto de o FC Porto, SLB, SCP, V. Guimarães e o SC Braga terem representado, no seu conjunto, 90% das assistências alcançadas.

Uma palavra final de desilusão e apreensão sobre a qualidade técnica e profissional demonstrada para certa comunicação social escrita ao longo da época desportiva. Não é por acaso que esta, conjuntamente com os árbitros, teve, ao longo da época, avaliações negativas por parte do público adepto do futebol.


Pedro Vieira (pedro.vieira55@blogspot.com)

segunda-feira, abril 28, 2008

E, por fim o 2º lugar...

Foi o antepenúltimo jogo da 28ª jornada da Bwin LIGA, jogou-se no Alvalade 21 e o SCP teve como adversário o Marítimo. Para os leões era fundamental ganhar. Os seus principais adversários a concorrerem para o 2º lugar, Guimarães e Benfica, tinham horas antes perdido e ganho. O Benfica, provisoriamente, tinha inclusive ultrapassado os seus vizinhos e rivais da segunda circular.

Aos dois minutos do jogo o Marítimo já ganhava. Golo marcado após um falhanço (mais um) do habitual guarda-redes do Sporting Rui Patrício. Um golo impensável de sofrer em alta competição. O estádio inteiro, cerca de 25 mil espectadores, protestaram e com toda a razão. À custa da teimosia de Paulo Bento, justamente na insistente utilização de Rui Patrício, o Sporting já perdeu esta época mais de uma dezena de pontos. Não ver que o Tiago – guarda-redes suplente – é superior ao actual titular é de difícil compreensão. Agora totalmente incompreensível e também de difícil aceitação é ter um guarda-redes disponível da categoria do internacional sérvio Stojkovic e não o utilizar.

A atitude de Bento só se compreende se existirem fortes razões para a não utilização do atleta sérvio as quais, a confirmarem-se, já deveriam ser do conhecimento público. Em alta competição são impensáveis estes comportamentos. Sinceramente chego a pensar se Paulo Bento tem alguma coisa contra Rui Patrício para fazê-lo passar por tamanho sacrifício. Será que o treinador do Sporting ainda não compreendeu que o jovem guarda-redes do Sporting é uma esperança e como tal precisa de ser convenientemente trabalhada para mais tarde ser cuidadosa e progressivamente integrada.

Enfim e por fim, valeu-nos a falta de atitude dos jogadores do Marítimo e a forte colaboração, em jeito de compensação, do seu guarda-redes. Tudo junto fez com que o Sporting alcançasse uma vitória que lhe permitiu ascender a um impensável – para muitos - segundo lugar.


Nota: Às tantas, e após a “chouriçada”, dei comigo, no meio da bancada, a gesticular e a berrar. Ao meu lado os meus amigos do ALVALAXIA devem ter pensado que alguma coisa se passava comigo. Nada, na verdade e de facto não se passava nada de importante que justificasse o comportamento. Por isso as minhas desculpas e já agora votos para que domingo, jogue quem jogar, o Sporting - vença - e reforce este seu 2º lugar.



Pedro Vieira (pedro.vieira55@gmail.com)