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quinta-feira, maio 26, 2005

Época 3/3 - O Treinador - José Peseiro

Superou as minhas expectativas. Há que dar a mão à palmatória. Jogou um futebol vistoso. A equipa não virou a cara à luta. Esteve quase sempre confiante e determinada. Havia trabalho visível, apesar de poderem existir problemas entre colegas. Parece-me um bom treinador.

No entanto, errou no seguinte: várias substituições tardias; na final da Taça UEFA espremeu Pedro Barbosa e Rochemback ao máximo; a equipa não sabia fazer controle de bola quando era preciso, estando às vezes só balanceada para o ataque. Mas “Só quem está no Convento é que sabe o que lá vai dentro” (e ainda bem que não se sabe cá fora.

Época 2/3 - Os jogadores

Pela negativa não gostei de Hugo mas isso já é costume e ele só me veio dar razão com a sua irregularidade de quem faz bem e logo a seguir tem erros graves.

Referência positivas
- Rogério – um trabalhador e dedicado defesa direito mas pouco criativo trinco;
- Enakarire – a surpresa positiva conseguida pela sua calma transmitida na defensiva leonina;
- Beto e Polga – altos e baixos e às vezes “falhas tu ou falho eu” quando actuaram em conjunto;
- Rui Jorge e Paíto –a experiência com pouca velocidade e a juventude com alguns erros técnicos sem esquecer um golo fantástico;
- Custódio – um pêndulo fustigado pelas lesões;
- João Moutinho – a revelação (mais uma) de Alcochete com uma grande maturidade e sentido de responsabilidade;
- Rochemback – menos 5 quilos dar-lhe-iam as exibições da época anterior. Mesmo assim muito esclarecido;
- Pedro Barbosa – o habitual dentro das suas possibilidades, isto é, um esforço muito bem gerido à excepção do jogo na Luz e na final da Taça UEFA;
- Hugo Viana – vários golos com boas exibições mas quebra de forma no final;
- Sá Pinto – o recuscitado mas para o fim cansado;
- Carlos Martins – alguns apontamentos ao longo da época;
- Douala – bem aproveitada a sua velocidade, o seu factor crítico de sucesso;
- Liedson – as saudades levaram-lhe a “provocar” o 5º e o 10º amarelo. À parte disso continuou a ser a revelação da época anterior. Comparo-o em campo ao saudoso Rui Jordão;
- Pinilla – demonstrou o porque da fama que tem mas teve azar com as lesões. Um caso a exlorar;
- Niculae – de volta depois das lesões mas com algumas dificuldades.

Época 2004-2005 1/3 - As provas


O Sporting não ganhou nenhuma das três provas em que estava envolvido.

Taça UEFA

Excedendo as minhas expectativas alcançou a final da Taça UEFA. Fazendo um total de 15 jogos, ultrapassou vários adversários difíceis com esforço, mérito e sorte. Marcar um golo aos 122 minutos é sorte. Outros adversários fortes ficaram pelo caminho na competição.

Ao contrário do meu pai ainda não assisti a uma vitória do meu clube numa competição europeia. Mas no dia 18 de Maio de 2005 lá estive no Estádio de Alvalade onde o Sporting foi derrotado pelo CSKA de Moscovo por 3-1. Equipa que sempre foi matreira perante todos os seus adversários, também o foi perante os leões. Penso que Peseiro devia ter reagido melhor. O que também é um facto é que a equipa russa fazia o seu 18º jogo da época e a portuguesa o 51º...

A reter: Eliminação do Feyenoord, Vitória fora em Middlesbrough, 4-1 ao Newcastle nos quartos de final, a derrota mais saborosa do Sporting 3-2 em Alkmaar (ao que se seguiu a mais amarga com o CSKA).

Campeonato

Aqui o Sporting deve-se queixar dele próprio apesar de outros terem sido levados ao colo, já saberem que iam ganhar com meses de antecedência, e os seus sócios, apesar de felizes, terem a noção que a equipa é medíocre e não gostarem do treinador. Outros ainda transformaram um grupo vencedor num entreposto de jogadores e treinadores.

O Sporting começou mal. Até a 6ª jornada jogava mal e perdeu pontos preciosos. Quando a Taça UEFA apertou, já seria de esperar muito esforço e perda de alguns pontos. Não obstante e com lesões, castigos, quebras físicas e psicológicas, a equipa leonina fez boas exibições. Foi também capaz de não virar a cara à luta mesmo quando em alguns jogos o marcador lhe era adverso (isto em todas as competições). Fez excelentes exibições e deu várias goleadas – coisa rara na equipa verde e branca.

No campeonato não houve a regularidade necessária. Mas foi a equipa que esteve mais perto de uma regularidade superior, ao contrário de outros que só conseguiram almejar uma regularidade mediana.

Taça de Portugal

Vi quase todo um jogo épico com seis golos, em que a sorte foi madastra tal como outros intervenientes da contenda. Não fosse um mercenário marcar um golo tardio e teríamos conseguido meio caminho andado para a final do Jamor.

Foi uma carreira curta mas com um jogo bonito em que mais uma vez o Sporting dominou mas não ganhou. A sorte das bolinhas (adversários) não estava connosco.