segunda-feira, abril 10, 2006

O JOGO DO ANO

O jogo do ano e que definiu praticamente o campeão da época 2005/2006, foi o do sábado passado e colocou frente a frente o SCP e o FCP. O que estava em jogo era o primeiro lugar da Liga principal do futebol português, as equipas encontravam-se separadas apenas por 2 pontos (favoráveis ao FCP), o cenário foi o Alvalade 21 (cheio) 52.000 adeptos, coreografias espectaculares de ambas as claques.

O país desportivo suspenso – ficariam a faltar apenas 4 jornadas, quem ganhasse ficaria excelentemente colocado para ser campeão. Ganhou o FCP por 0-1. O resultado mais correcto seria o empate, a equipa vencedora foi mais feliz nas substituições – ganhou, portanto, bem o FCP.

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Não gostei da arbitragem, penso, contrariamente a Paulo Bento, que a equipa da arbitragem teve influência directa no resultado e passo a explicar três razões para o efeito:

- A amostragem (excessiva) de cartões, 12 amarelos e 2 vermelhos, teve como objectivo primeiro intimidar os jogadores de ambas as equipas, acabou por prejudicar também quem mais necessidade tinha de arriscar, na situação o SCP;

- Aproximadamente ao minuto 50 o jogador Quaresma (FCP), teve uma intervenção, em disputa de bola com o defesa adversário Abel, a roçar a agressão e portanto passível de, pelo menos, o amarelo e consequente expulsão por acumulação. Ora esta situação deixaria o FCP em fragilidade numérica e consequentemente alteraria significativamente a correlação de forças entre as duas equipas, ficando, naturalmente o SCP em vantagem competitiva;

- O não ter assinalado já no final do jogo uma grande penalidade contra o FCP por mão na bola, na grande área, de um defesa desta equipa.

Posto isto e sem qualquer intenção de desvalorizar ou menosprezar a vitória do FCP, gostaria ainda de deixar no ar as seguintes perguntas:

- Porque motivo terá sido substituído Pedro Proença, terá sido, apenas - o que até poderá ser suficientemente justificativo – por razões físicas, ou haverá outras razões?

- A nomeação/ substituição por Duarte Gomes, a que critérios obedeceu, sendo este um jogo decisivo e um grande clássico nomeia-se para este evento um árbitro com pouca experiência para o efeito?

Por ironia, destino, justiça ou falta desta, 24 h. depois no cenário da luz a tradição, afinal, não se cumpriu, o que e cá para nós, me deixa, sinceramente com algumas reservas reforçadas relativamente ao futuro.

Pedro Vieira (pedro.vieira50@sapo.pt)